Sylvia Plath: ''Lembre-se, lembre-se...''
"Vamos encarar: Estou apavorada e paralisada. Para começar, creio que temo por mim... o primitivo anseio ancestral pela sobrevivência. Na noite passada, voltando de carro de Boston, deite-me no banco de trás e deixei que as luzes coloridas viessem a mim, a música do rádio, o reflexo do rapaz que dirigia. Tudo isso fluía por mim com uma pontada de dor gritante... lembre-se, lembre-se, isto é o momento, este momento, este momento. Viva-o, sinta-o, agarre-se a ele. Quero tomar consciência profunda de tudo que considerava favas contadas. Quando a gente sente que aquilo pode ser o adeus, a pancada é mais intensa."
- Sylvia Plath, julho de 1953

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